ENTREVISTA TV WEB OBJETIVO
O prof. Dr. Reynaldo Fernandes, presidente do INEP, deu entrevista à TV WEB, do curso OBJETIVO, em 11 de maio, e esclareceu dúvidas sobre o novo ENEM.
O aluno terá 2:30h para cada prova, sendo quatro as provas aplicadas. Na prova de português, haverá a redação, com 1:50h de duração. O presidente destacou que as provas poderão ser diferentes, para garantir a segurança do sistema.
Outra informação relevante é a de que a prova deste ano, dias 3 e 4 de outubro, não terá língua estrangeira. Somente a partir de 2010 haverá espanhol e inglês, ou seja, as duas línguas serão cobradas.
Sobre a redação, seguirá o modelo que vem sendo aplicado. Portanto, os alunos que se preparam para a UFSC deverão atentar ao fato de que o modelo exigido é a dissertação. Na UFSC, o modelo é aberto, podendo fazer dissertação, narração ou carta. É apresentado um problema e o candidato dará uma solução a ele. O ENEM apresenta o problema por uma coletânea de textos, aliás, a apresentação de coletâneas já vinha sendo feita por outras instituições, como a UNICAMP e UFPEL.
Segundo Reynaldo, “A prova do ENEM em línguas, mudará muito pouco”. E enfatizou que não será cobrada gramática. No entanto, o aluno, para chegar às respostas, precisará deste conteúdo. Além disso, na redação o candidato mostrará seu desempenho na sintaxe e na concordância.
A redação terá duas correções, que serão feitas on-line.
RESULTADOS
As provas serão aplicadas em 3 e 4 de outubro, com notas publicadas em final de novembro. No fim de dezembro a nota com a redação. O presidente do INEP chama a atenção ao fato de que serão aproximadamente 5 milhões de redações a serem corrigidas, o que atrasa sempre a publicação dos resultados.
A data de outubro será provavelmente mantida para o próximo ano, uma vez que atende a uma solicitação das universidades, embora possa provocar um problema no calendário das escolas de nível médio, que deverão terminar os programas em outubro. De qualquer sorte, segundo Reynaldo Fernandes, é uma data de consenso.
Sobre a possibilidade da cobrança de leituras obrigatórias, o presidente declarou que não é possível, pelo modelo adotado, cobrar estas leituras, como são feitas hoje por várias universidades. Na prova de literatura, não serão cobradas questões ligadas à teoria literária, o que contrariaria o modelo do ENEM, com cobrança de habilidades, e não de conteúdo programático específico. O mesmo ocorre com sociologia e filosofia, que estão descartadas. No entanto, indiretamente sempre serão conteúdos úteis.