Brasil não vê necessidade de retirar seus cidadãos

Brasil não vê necessidade de retirar seus cidadãos

Apesar das milhares de mortes de civis, o governo brasileiro ainda não vê necessidade de agir para retirar da Síria os cerca de 3 mil brasileiros de dupla nacionalidade que vivem lá.

 

Em entrevista ao lado da chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que a embaixada brasileira em Damasco “acompanha muito de perto” a escalada da violência. “À medida que haja qualquer situação que represente risco à integridade pessoal destes brasileiros, teremos de proceder a um processo de exame das nossas opções”, disse.

Os dois ministros conversaram a portas fechadas por quase duas horas e, ao final da reunião, ambos destacaram o papel da Liga Árabe para tentar pôr fim ao conflito, mas divergiram sobre a forma de encaminhar o problema da Síria. Patriota repetiu que o Brasil é contra ações sem respaldo da ONU, como sanções unilaterais. Ashton, por sua vez, defendeu as sanções e avisou que os chanceleres dos países europeus se reunirão em duas semanas para discutir como exercer “o máximo de pressão possível” sobre o regime sírio.

 

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